O futebol perdeu? A coquetelaria ganhou Marcelo Serrano

Conheça a trajetória de Marcelo Serrano, o talentoso bartender que estava determinado a jogar bola profissionalmente

Por Silvio Nascimento

O ano era 1999. Marcelo Serrano, então com 22 anos, desembarcou em Londres determinado a realizar um sonho – jogar futebol. O plano era um time da segunda divisão inglesa, já uma liga organizada, forte e que começava a aparecer aos olhos do mundo esportivo como promissora. Mas no fim, o meio-campista com habilidade para tocar de esquerda e de direta com a mesma eficiência, terminou numa equipe da quarta divisão, sob a desculpa de se adaptar ao país e ao futebol local.

O resultado da aventura em campos de futebol ingleses resultou, para a alegria dos apreciadores de um bom e criativo drink, na carreira de sucesso do bartender Marcelo Serrano. Ao contar como iniciou na arte de combinar bebidas, copos e gelos, ele resgata a falta de sorte que teve no esporte. “Joguei no ataque e me machuquei muito. Tive de abandonar a curta carreira profissional, passei por cirurgia e percebi que definitivamente o sonho estava terminado.”

Marcelo voltou ao Brasil, pouco depois de passar um ano na Inglaterra. O recomeço passou por aulas de futebol numa cidade do interior de São Paulo. Mas não era o que ele queria. Se não podia jogar então tentaria novos caminhos. Retornou a Londres onde tinha muitos amigos, e com a facilidade do passaporte europeu, da Espanha, se ofereceu para todo tipo de trabalho, e calhou de se acertar num bar onde um amigo trabalhava.

Foi ali, como ajudante do bar, que notou que fazer coquetéis era coisa séria. “O bartender fazia aquilo muito a sério, demonstrava ter arte ali. E ainda tinha salário…”. Focou na função e o resultado foram oito anos em Londres, fluência no idioma e o aprimoramento na arte dos drinks, saindo da Europa como gerente de bar e mestre.

Depois ganhar notoriedade por usar a espuma de gengibre no clássico Moscow Mule, uma marca registrada, literalmente, numa tatuagem no braço direito, Marcelo voltou ao Brasil e desde 2009 vem colecionando premiações e a cada dia se torna mais imersivo na arte da coquetelaria, com vários projetos e assinaturas de bebidas, como o suave e saboroso Limoncello que serve no Venuto (leia mais aqui). Azar da seleção brasileira e sorte da mixologia…

Um comentário em “O futebol perdeu? A coquetelaria ganhou Marcelo Serrano

  • 17 dezembro, 2019 em 20:01
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    Parabéns!!! O melhor 👏🏼👏🏼👏🏼🥂🥂🥂

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