Luxo desacelera e premium cresce, afirma especialista

O mercado mundial de luxo encontra-se em plena desaceleração. Embora deva crescer 6% esse ano, segundo previsões do HSBC, em 2018 as vendas de artigos de luxo saltaram 9% no mundo. Ou seja, um crescimento de fato, mas com menor fôlego. Por outro lado, o mercado de produtos premium cresce a passos largos. E a tendência é de demanda aquecida daqui para frente.

As vendas serão puxadas, principalmente, pela classe média chinesa e sul-americana que, mais distante do luxo, ambiciona e tem condições de adquirir bens premium. “Essa é a hora das marcas premium”, afirma o espanhol Francisco López Navarrete, especialista em gestão do luxo e CEO da Mindway Business School, de Madrid.

Em recente visita a São Paulo, ele conversou com o PRAZERICES, e contou que esse fenômeno de produtos premium tem aumentado o potencial de marcas como Tommy Hilfiger, Ralph Lauren, Michael Kors e Rimowa.

Não por acaso, os grandes grupos de luxo passaram a absorver esses negócios. O controle da Rimowa, por exemplo, foi adquirido pelo Grupo LVMH, o suprassumo do universo do luxo, em outubro de 2016 por 640 milhões de euros.

DESACELERA, MAS RECUPERA

Nunca o mundo produziu tantos abastados quanto nos 10 anos corridos de 2003 a 2013 .”Nesse período, o número de milionários e bilionários multiplicou por mais de 10″, recorda Navarrete. “Muita gente ganhou dinheiro e passou a investir em um melhor carro, casa, escola e marcas.”

Um volume impressionante desses (novos ou não) ricos veio do Brasil, da Rússia, da Índia e da China. Ou seja, do tão falado BRIC. Só que, como bem lembra o especialista espanhol em luxo, “toda bolha explode”. E a do luxo explodiu. De 2007/2008, com a crise do subprime para cá, as cartas do jogo mudaram e, embora o luxo tenha seu inquestionável valor como negócio, esse mercado não cresce mais com o mesmo fôlego de antes.

O motivo? Nem todos os mercados que outrora cresciam com todo fôlego hoje vão bem – caso do Brasil. E embora o mercado de luxo continue a crescer, parte dessa ascensão, explica Navarrete, vem do aumento significativo do preço. Bolsas de grifes desejadas, aumentaram por volta de 1 mil euros de lá para cá. Reajuste visivelmente não conectado ao aumento da inflação. Foi reposicionamento mesmo para manter tais marcas, de fato, luxuosas.

FAAP MIRA NO LIFESTYLE

A vinda de Navarrete a São Paulo está ligada a uma parceria que o expert em luxo fechou com a FAAP (Faculdade Armando Alvares Penteado). A Mindway Business School, da Espanha, passará a oferecer, a partir de setembro, o programa Lifestyle Brands Management.

O curso será ministrado em 20 semanas, com carga horária total de 120 horas. Será composto por imersões online, dois módulos no campus de São Paulo da FAAP e um módulo na Mindway Business School, em Madri. O curso é voltado a empreendedores e executivos que desejam entender o setor de lifestyle e desenvolver modelos de negócios de sucesso e escalável.

Para Alessandra Andrade, coordenadora do curso e também responsável pelo FAAP Business Hub, área de empreendedorismo da instituição, o profissional que deseja entrar ou crescer nesse mercado precisa entender que, assim como os outros segmentos, tem suas especificidades.

“É preciso criar uma diferenciação para alcançar consumidores, criar um valor intangível, ter um posicionamento de marca e saber atender as necessidades de grupos específicos, para ter uma vantagem competitiva”, explica.

O curso será realizado de 14 de setembro deste ano a 31 de janeiro de 2020. Mais informações aqui ou pelo telefone (11) 3662-7385.

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