O conselho de Ricardo Amorim na hora de investir

O conselho do economista Ricardo Amorim na hora de investir, seja em um imóvel, na Bolsa de Valores, no dólar ou em uma nova empreitada, é direto. “Se você estiver se sentindo bem, confiante e totalmente seguro com aquilo, cuidado”, afirmou ontem o famoso e hiperdidático economista a um petit-comitée de convidados da relojoaria suíça Jaeger-LeCoultre, durante palestra que ministrou no Lounge One, do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, durante o Gentlemen´s Day.
O excesso de confiança na hora de investir é perigoso, alertou Amorim, que destacou o equívoco da maioria dos brasileiros em investir em algo depois que a boa fase já passou. Seu melhor exemplo refere-se às tão faladas paletas mexicanas que, quando surgiram, ele considerou desafiador ver as vendas decolarem. “Uma custava o equivalente a 10 picolés”, recorda. Sua previsão de que o negócio não se sustentaria demorou alguns anos para se concretizar. Mas, efetivamente se concretizou.
Os precursores enriqueceram e muita gente se animou a mergulhar nessa área. No entanto, à medida que a concorrência avançou agressivamente e uma paleteria abria a cada esquina, a oferta passou a ser maior que a procura. Resultado: muitos empreendedores cortaram o preço pela metade e derrubaram a margem de todo mercado. “Esse é o problema do brasileiro. Ele entra no negócio depois que ele explodiu. Depois que a fase boa passou”, avisa.
Seja qual for seu próximo aporte, ele recomenda, na hora de investir, estudar o ‘preço do investimento’ e a real relação entre a oferta e a procura. Amorim diz que usa ainda como bússola na hora de investir questões como a análise do preço do investimento. “Esse preço está ligado a movimentos direcionais longos. Qualquer coisa que sobe de preço há muito tempo está cara”, observa.
No caso de imóveis, por exemplo, Amorim diz que divide o preço da propriedade pela renda disponível mediana do lugar. Ou seja, da renda ele tira o imposto de renda – cada país tem sua alíquota – e avalia a renda da região onde o imóvel está localizado. E, depois, compara este valor com outros países. Neste caso, faz mais sentido comparar com um emergente como o Brasil a um país desenvolvido.

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