Conheça o fundador do Burger Joint, a disputada hamburgueria de NY que acaba de abrir em SP

Há 15 anos, o nova-iorquino Steven Pipes tinha um bar em Manhattan. O negócio funcionava, mas não chegou a “estourar”. Inquieto, como todo bom empreendedor, ele não se contentou em ter um negócio mediano. Observador, ele percebeu que não existia em toda Nova York um endereço para se comer um bom hambúrguer. “O que tínhamos era o McDonald´s ou os restaurantes caríssimos com suas versões gourmet”, recorda-se.

Esse foi o embrião do Burger Joint, considerado um dos 10 melhores endereços para se comer o sanduíche em Manhattan pelo Zagat (guia de restaurantes focado nos Estados Unidos, comprado pelo Google). “No começo, achavam que eu era louco e questionaram como eu planejava abrir uma hamburgueria dentro de um hotel sofisticado”, recorda Pipes. Explicação: a casa fica dentro do hotel Le Parker Meridien.

O que seria improvável pegou. E faz barulho até hoje. As filas não mentem. Segundo o Zagat, o Burger Joint é “simplesmente o melhor. Porque eles são simples”, define. Esse é o consenso para esta pequena hamburgueria escondida atrás de uma cortina no elegante hotel de Manhattan. Você chega, escolhe o que quer (sem muitas alternativas para não deixar o consumidor confuso), aguarda seu pedido e segue para a mesa. O Zagat recomenda o cheeseburger.

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O hambúrguer pode ser simples ou duplo, com queijo ou sem. Alface, tomate, picles e cebola roxa estão incluídos no preço e é só pedir para tirar algum caso não queira

Com unidades abertas no Greenwich Village (NYC), nos Emirados Árabes e na Coreia do Sul, o Burger Joint acaba de aterrissar no Brasil pelas mãos do +55 Group, que detém ainda as marcas Bagatelle e Santo Pão. Entre os sócios do Burger Joint no país, jovens especializados no setor de bares e restaurantes e o ator global Bruno Gagliasso, que também investe em outros negócios como o restaurante orgânico e funcional Le Manjue.

A hamburgueria nova-iorquina estreou no Brasil na segunda-feira (21 de março), na Rua Bela Cintra, no bairro dos Jardins (SP), no antigo endereço ocupado pela loja dinamarquesa de áudio e tevê de alto padrão Bang & Olufsen. O projeto segue o padrão da unidade americana, com várias mesas e um balcão onde se pede o hambúrguer sem muitas complicações. PRAZERICES esteve na pré-inauguração da casa e experimentou o cheeseburger com carne bem passada. O atendimento foi bem rápido, apesar de lotada, e o sabor foi bastante satisfatório. Carne bem feita. Um sanduíche gostoso e sem frescuras. Os preços variam de R$ 23 a R$ 39, de um hambúrguer simples a um cheeseburger duplo.

A segunda unidade está prevista para inaugurar em 13 de abril no Top Center, centro comercial de cara para a Avenida Paulista (SP). Pipes esteve no Brasil para a inauguração da casa e ficou animado com a movimentação dessa primeira semana de operação. “Nosso produto é bom, acessível e sem frescuras. Não te obrigamos a ficar meia hora escolhendo. O que todo mundo quer é comer um bom hambúrguer”, conta. Por isso até, não existe versão de frango, salmão, com queijos gourmet e nem vegetariano.

Em Nova York, o Burger Joint primeiro foi considerado um projeto de um louco. Depois, dadas as filas, há quem questionasse se o hotel foi construído posteriormente, por conta da hamburgueria. “Nosso segredo? Carne de alta qualidade, ingredientes bem selecionados e a entrega do hambúrguer no ponto que vocês escolhe.” Por esse motivo, uma terceira unidade será aberta nos Estados Unidos. Dessa vez, no Brooklyn, no outono. Cingapura também vai ganhar uma unidade. E o Brasil? Ele não detalha o projeto, mas o plano e avançar pelo país.

 

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