Nambu: o novo restaurante funcional de SP para comer sem glúten nem lactose

Um restaurante onde é possível comer pratos sem glúten, lactose e nem fritura e com ingredientes que privilegiam os orgânicos. Essa é a proposta do Nambu – Cozinha de Raiz, focado na gastronomia funcional e aberto sem alarde em 8 de janeiro, na Rua Alagoas, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. A casa que funciona só para o almoço – mesmo que tardio, já que abre às 11h30 e fecha às 19h -, agora passa a oferecer, a partir de terça-feira, opções também para quem quer fazer um lanche da tarde mais saudável com itens como tapioca, petit gateau funcional e café coado. Em um futuro próximo, a intenção é abrir para o jantar.

Privilégio por ervas, temperos e ingredientes orgânicos
Privilégio por ervas, temperos e ingredientes orgânicos

Instalado a um quarteirão do Parque Buenos Aires, em um casarão que foi todo reformado, o Nambu é um projeto do engenheiro Claudio Capitão, ex-executivo da mineradora Alcoa, e sua mulher, a médica ginecologista Mayra Souza, especializada em reposição hormonal. O restaurante, embora tenha entrada individual e seja aberto a qualquer visitante, faz parte de um conceito maior e tem integração com a MS Vida, clínica e academia que trabalham a qualidade de vida.

Ceviche com lâminas de batata doce assada

Ceviche com lâminas de batata doce assadas

Com 32 lugares, decoração com xilogravuras que explicam o significado de nambu (uma galinha e também uma raiz) e uma cozinha de pegada mais regional já que a Mayra é baiana, a casa teve todo cardápio elaborado pelo chef Renato Caleffi, do Le Manjue Organique, restaurante orgânico funcional aberto em 2008 na Vila Nova Conceição, também na capital paulista. “No Nambu, a gente defende o consumo de raizes como batata-doce, mandioca, inhame e cará, que apresentam baixo índice glicêmico”, explica Capitão.

Estrogonofe vegetariano com shitake e arroz integral

Estrogonofe veganao com shitake e arroz integral

Entre os pratos, Salada de Grãos (R$ 17), que leva quinoa envolvida em grão de bico, lentilha, gengibre, hortelã, cominho, curry e sementes de gergelim. Nas entradas, há sempre uma raiz do dia servida quente com ghee (manteiga clarificada). Já entre os pratos quentes, o Arroz Goiano (R$ 34) é um dos campeões. Ele leva cubos de filé de frango envolvido em arroz integral, banana da terra, ervilhas, pequi, castanhas de caju e tomatinhos. De sobremesa, dentre as opções, há a Torta raw de cacau (R$ 16), composta por massa de tâmaras com farinha de amêndoas, mousse vegana de abacate com cacau, mel e nibs de cacau.

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Arroz goiano com capirinha de seriguela

No preparo dos pratos, quando o tema é gordura, Capitão garante que a casa só faz uso faz uso de azeite extra-virgem e óleo de coco. Já o sal, é sempre marinho ou do Himalaia. No lugar do açúcar refinado, o chef optou pelo mel e pelo demerara. O papel usado na impressão do cardápio é reciclado e a água adquirida é de garrafa, portanto retornável. Como tudo que é servido no restaurante é feito no local, incluindo os pães sem glúten, nada mais natural que a grande jaqueira da entrada seja usada na produção de um sorbet. O mesmo acontece com a goiabeira e a jabuticabeira do fundo.

Apesar de a casa pregar a saudabilidade, sua cardápio não é uma ditadura. Um exemplo é que ele serve bebidas como Aperol Spritz, caipirinhas (feitas com cachaça orgânica) e cerveja (tem até sem glúten como é o cado da Estrella Daura).

Nambu – Rua Alagoas, 651, Higienópolis, 11-3804-1577.

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