A imperdível exposição de Gustav Klimt, autor de “O Beijo”, em Viena


O pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918), mundialmente famoso por seu quadro “O beijo”, produzido entre 1907 e 1908, faz parte do acervo permanente do Belvedere, majestoso palácio barroco construído pelo príncipe Eugênio de Saboia no século 18 e hoje o detentor da maior coleção de Klimt.

Masturbação na arte dos pintores austríacos
Masturbação na arte dos pintores austríacos

Até 28 de fevereiro de 2016, o Belvedere sedia a exposição Klimt/Schiele/Kokoschka Und Die Frauen, que traz rascunhos, desenhos e pinturas dos três grandes artistas austríacos que elevaram a mulher a outro status na pintura. Tanto que eles retratam, em muitas de suas telas, o nu que vai além do artístico. Há uma sala da exposição dedicada a um tema-tabu na época, a masturbação. A sala com os traçados, por sinal, fica mais escondida que os espaços das outras obras. Isso, no entanto, não significa que o debate em torno do prazer feminino esteja nulo. No passado, era visto como doença e horror até mesmo por Freud. Hoje, faz parte da exibição.

Adão e Eva, de Gustav Klimt
Adão e Eva, de Gustav Klimt

Sobre Klimt, o nome mais conhecido no mundo entre os três, o que impressiona na mostra é sua fartura de obras, deixando claro que O beijo não deve servir como único grande exemplo de seu trabalho. Há, por exemplo, a bela obra Adão e Eva (foto acima).

As outras pinturas de sua autoria revelam um homem outrora interessado em reproduzir paisagens e pomares, muito antes de partir para os retratos femininos e debater pudores, desejos e o amor romântico. São mais de 100 obras só de Klimt. A que faz mais barulho, inevitavelmente, é a mais famosa: O beijo. Trabalho que coroa tudo que Klimt foi: um artista talentoso e ousado.

O interesse em torno dela é tanto que o Belvedere foi obrigado a colocar, em uma sala ao lado, uma réplica para permitir que os visitantes façam uma selfie – bastante concorrida, por sinal, na tarde de ontem.

Opte pela compra do ingresso combo, de 20 euros, que dá direito a visitar a exposição completa e também os jardins e o palácio por completo – Upper Belvedere, Lower Belvedere, Orangery e Palace Stables. Vá com tempo. Para aproveitar bem, você gastará por volta de cinco a seis horas no local. O programa é imperdível para quem visita Viena.

Informações: aberto diariamente, das 10h às 18h, e às quartas das 10h às 21h. Outros detalhes no site do Belvedere.

 

 

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