Ele criou o vinho mais caro da Argentina

O enólogo americano Paulo Hobbs acaba de adicionar uma nova estrela ao seu currículo. Conhecido por produzir grandes rótulos para mais de 30 vinícolas ao redor do mundo, ele também é o autor do vinho mais caro da Argentina. Trata-se do Cobos Chañares Vineyard Malbec 2014, um 100% Malbec produzido pela Viña Cobos, fundada por ele em Mendoza, em 1998. Envelhecido em casco de carvalho francês e com edição limitada de 2.160 garrafas, o exclusivo tinto acaba de desembarcar no Brasil. Algumas garrafas deste que ocupa hoje a posição de vinho mais caro da Argentina foram trazidas pelas mãos da Grand Cru por R$ 2.349.

O vinho mais caro da Argentina
O vinho mais caro da Argentina

Hobbs é, mais do que um apaixonado pela viticultura, um curioso pela exploração dos diversos terroir de Mendoza, o que o levou a procurar as regiões mais destacadas dentro de Luján de Cuyo e do Vale de Uco, para a elaboração de vinhos únicos.

E foi assim que, após muita curiosidade, estudos, testes e ousadia, ele criou o Cobos Chañares Vineyard Malbec 2014, o vinho mais caro da Argentina. Ele visitou São Paulo na semana passada e, após apresentação e degustação de algumas de suas criações da Viña Cobos, Hobbs conversou com PRAZERICES. Veja abaixo os principais trechos do papo com este simpático e detalhista enólogo:

O que você achou do resultado do Cobos Chañares Vineyard Malbec 2014?

Eu adorei o resultado. Foi um grande desafio trabalhar na região, que é um lugar único, com bosques, vegetação nativa. Elaborar vinhos é realizar inúmeras tentativas, erros. É uma aposta a partir de experimentos. Mas estou feliz em trabalhar em uma região única com um 100% Malbec.

Você falou durante sua apresentação que para vinhos argentinos não é muito adepto do uso de barricas de carvalho americano. Qual casco usou no processo de elaboração do Cobos Chañares Malbec 2014?

Usei o casco francês de árvores de sementes pequenas de florestas de alta densidade. Elas são, na verdade, fazendas de árvores controladas pelo estado francês. O vinho repousou por 17 meses de barricas de carvalho novas da tanoaria francesa Taransaud.

E você optou pelo carvalho francês pelas notas que ele poderia imprimir ao vinho ou pelo fato de ele não interferir muito no vinho?

As duas coisas. Essas são as características que se busca em um carvalho. O desejo é que ele traga boas notas e, ao mesmo tempo, não interfira no resultado desejado ao vinho. Ele é sutil, delicado e, realmente, não interferiu negativamente no vinho.

Quem não entende de vinho não compreende esse preço. Como você costuma explicar o valor do Cobos Chañares Vineyard Malbec 2014?
Trabalhamos pesado para não desapontar o cliente. Esse vinho é único e com uma importante característica, que é ser limitado. Não há outro Malbec como esse no mundo. Ele é singular, excepcional, harmonioso e de grande complexidade. Elaborar um vinho é como pintar um quadro. Você tem uma tela, algumas tintas e quando começa a criar não sabe direito para onde vai. Essa é a parte mais bonita de se criar um vinho.

 

 

 

 

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